quinta-feira, 11 de julho de 2019

Gente como a gente!

Texto muito bacana sobre os seres vivos. Sim, eles têm almas!

Boa leitura!

Não fique parado(a)!

O maior aprendizado que tive em 2019 foi começar algo ou algum projeto sem esperar ninguém.

Tenha medo de ficar parado, pois isso é contagioso e perigoso. Saia da inércia.

A maioria das pessoas gostam de ver os outros jogando. Veja, por exemplo, a quantidade de pessoas na arquibancada versus a quantidade de jogadores. Poucos são aqueles dispostos a correr atrás da bola ou do seu projeto de vida.

É preciso suar a camisa, correr, treinar, errar, chutar, acertar, vencer. Há dias que estaremos nos céus e há dias que estaremos tristes. No entanto, só depende da gente mudar o #mindset (crença) para extrair o lado positivo das derrotas e reagir.

A nossa mente é muito capciosa. Ela tende a querer fazer o que é mais fácil, cômodo. Sair da zona de conforto, estudar horas a fio, trabalhar, escrever, consertar, pesquisar, correr, caminhar, etc. não é fácil. Isso não quer dizer que seja impossível. Com um pouco de açúcar muda o gosto do café. Assim é a nossa disposição, motivação.

Busque algum incentivo ou recompensa por aquilo que deseja. Às vezes, a recompensa demora. Mas quando vem... hum... é espetacular o sabor da vitória, da conquista, da realização. Você transborda alegria. E nesses momentos, curta bastante e aproveite essa empolgação para produzir mais e mais.

"Carpe Omnium"

Julho, 2019.

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Tempo das complexidades


Texto muito interessante que vale a pena a leitura.


Tempo das complexidades

Por Murillo de Aragão

Me poupe dos detalhes sórdidos, vão dizer alguns. Poucos querem saber dos detalhes, que, para muitos, devem ficar com Roberto Carlos. Mas esquecem que Deus está nos detalhes e que os detalhes que agrupamos fazem o mosaico do viver.
As respostas prontas fulminam os detalhes, eliminam a topografia das coisas, pasteurizam os sentimentos. Disse José Alvarenga, um dos mais talentosos diretores de tevê e cinema deste País, que, em mundo de respostas prontas, falta tempo para as complexidades. As respostas prontas são a base da banalização.
A banalização ocorre quando usamos um aplicativo para cortar caminho e nos sentirmos seguros ante a nossa falta de interesse e de conhecimento para o complexo. Queremos chegar logo às conclusões e não perder tempo com a viagem, o que é um erro. As complexidades fazem parte da travessia, e devemos dedicar a elas os devidos tempos.
Nas viagens, estão os detalhes que nos enriquecem. Pois é justamente ao observá -los que surgem muitas das respostas que buscamos. Nas viagens, colocamos os degr aus para subir e olhar melhor o mundo. Sobretudo, olhar melhor a nós mesmos. Nas viagens, saberemos o que pode significar muito para nós. Nas viagens, mudamos de ideia e, como disse Churchill, “quem não muda de ideia, nada faz”.
O mundo é simplesmente complexo, e a vida, mais ainda. Contudo, o processo de entender a complexidade da vida é absurdamente simples, só que demanda dedicação. É cansativo, e os ganhos são incrementais. Opera em uma dinâmica que nos confronta com uma vida de poucos tempos. Como não temos disposição e tempo para as complexidades, buscamos as repostas prontas em um pensamento rápido e nos relegamos à vida das mediocridades. Responder sempre com respostas prontas é como viver em um carrossel que gira, gira e não sai do lugar.
A banalização, sim, deve ser descartada, enquanto as complexidades devem ser observadas e entendidas. Uma conclusão superficial só nos leva a outra conclusão igualmente superficial. Assim, para existir plenamente, devemos fugir da tirania das respostas prontas. Logo , existiremos. Movimento, complexidade, viagem e tempo estão interligados. Não há como escapar. Devemos dar o devido tempo para as complexidades.

ARAGÃO, Murillo. Tempo das complexidades. IstoÉ. São Paulo, Editora Três, Ano 40, Nº 2516, mar. 2018. [Adaptado]